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Bolo de limão

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Não quero ser do contra pelo facto de, como agora temos finalmente tempo decente (frio e chuva, entenda-se) venho eu para aqui feita esperta espetar receitas de coisas frescas e fofas. Nada disso, o problema é que tinha aqui esta receita guardadinha para vos apresentar mas ainda não tinha surgido oportunidade para a partilhar.

Por ocasião do aniversário do R. fiz este bolo que apesar do aspecto angelical (profundamente enganador) é um daqueles bolos que, ponhamos a coisa neste ponto, faz crescer pêlos no peito :). A utilização dos limões inteiros (apenas sem as sementes) transmitem uma intensidade cítrica acutilante e portanto só aconselhado a grandes amantes de limão e sabores ácidos e amargos.

(adaptado de: Mary Berry Cooks)

Ingredientes:

Bolo

– 1 limão pequeno

– 275 g de manteiga amolecida

– 275 g de açúcar refinado

– 275 g de farinha com fermento

– 1 colher de chá de fermento Royal

– 4 ovos

– Manteiga e farinha para forrar a forma

Recheio e cobertura

– 1 limão pequeno

– 150 g de açúcar em pó

– 50 g de manteinga amolecida

– 200 g de queijo creme

– Raspas de chocolate branco q.b

– Flores comestíves q.b.

Preparação:

– Cozer os dois limões num pequeno tacho e cobertos de água durante 20 minutos ou até estarem macios ao toque;

– Depois de cozidos, escorrer a água, cortar os limões ao meio e retirar as sementes;

– Ligar o forno a 180 ºC;

– Forrar uma forma de 24 cm de diâmetro (ou 2 de 20 cm) com manteiga e farinha e reservar;

– Colocar os dois limões no robot e picar deixando alguns pedaços mais grosseiros. Dividir a mistura em duas partes iguais;

– A uma parte da mistura juntar o açúcar, a manteiga e misturar bem;

– Juntar os ovos um a um mexendo bem entre cada adição;

– Adicionar peneirando a farinha e o fermento e mexer bem até obter uma mistura bem uniforme;

– Colocar a mistura na forma (ou dividir pelas duas formas) e levar ao forno por 30 minutos ou até o palito sair limpo;

– Quando cozinhado retirar do forno e deixar arrefecer completamente;

– Enquanto o bolo arrefece preparar o recheio: misturar muito bem a manteiga com o açúcar e adicionar o queijo creme envolvendo bem de modo a obter uma mistura homogénea. Juntar o limão triturado, misturar bem e reservar no frigorífico;

– Após frio, cortar o bolo a meio (ou no caso de ter feito 2 colocar um no prato e reservar o segundo) e colocar metade da mistura do recheio espalhando bem. Colocar por cima a outra metade (ou o outro bolo) e pressionar ligeiramente;

– Com a restante mistura barrar as laterais e parte superior do bolo;

– Decorar com as raspas do chocolate branco e as flores e servir.

Muka dourada*

Delícia de Outono

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Apesar das temperaturas enganadoras, o facto é que já estamos no Outono e mesmo o meu cérebro não processando muito bem o facto de andar na rua de manga curta e a comer castanhas a verdade é que já só me apetecem receitas com produtos da época (dióspiros, marmelos, castanhas, etc).

Esta é uma receita que andava a namorar há já algum tempo e a propósito de uma promessa de docinhos à minha querida S. que tão bem cuida da minha juba leonina, acabei por fazer não um mas dois bolos 🙂 A receita é simples e rápida sendo que poderão fazer o caramelo antecipadamente e usá-lo para tudo o que vos apetecer 😉

(adaptado de: Self Proclaimed Foodie)

Ingredientes:

Bolo

– 120 g de manteiga amolecida

– 120 g de açúcar amarelo

– 60 g de açúcar refinado

– ½ colher de chá de flor de sal

– 1 ovo

– 240 g de farinha de trigo sem fermento

– 1 colher de chá de fermento Royal

– 1 colher de chá de bicabornato de sódio

– 1 colher de chá de canela em pó

– 1 colher de chá de noz moscada em pó

– Raspa e sumo de um limão

– 2 maçãs

 

Caramelo

– 240 g de açúcar refinado

– 100 ml de água

–  Opcional (1 colher de chá de flor de sal)

– 60 g de manteiga

– 200 ml de natas

Preparação:

Caramelo

– Num tacho colocar o açúcar e a água (se pretender um caramelo salgado juntar neste passo a flor de sal) e levar a lume brando até obter o ponto de caramelo pretendido e retirar do lume;

– Com cuidado, e de uma só vez, juntar a manteiga e as natas mexendo bem com uma vara de arames. Continuar a mexer até parar de borbulhar e ter um preparado homogéneo e com uma consistência mais fluída que a do caramelo convencional (ao arrefecer vai ficar solidificar).

– Reservar num frasco, deixar arrefecer e guardar no frigorífico;

– Para utilizar retirar a quantidade desejada para uma taça e levar ao microondas por alguns segundos para derreter.

Bolo

– Ligar o forno a 175ºC;

– Descascar as maçãs, cortá-las em fatias finas e reservar regando com o sumo e raspa do limão;

– Forrar uma forma quadrada 20×20 cm com papel vegetal;

– Juntar a manteiga, os açúcares e a flor de sal e mexer muito bem até obter um preparado cremoso e homogéneo;

– Adicionar o ovo e mexer muito bem até este estar completamente incorporado;

– Peneirar (uma ou várias vezes) a farinha com o fermento, o bicabornato, a canela e a noz moscada e juntar ao preparado anterior;

– Juntar a maçã (e os sumos que ficaram no recipiente) ao preparado do bolo envolvendo muito bem, colocar na forma e levar ao forno por 30 – 35 minutos ou até o palito sair limpo.

– Retirar do forno, regar com a quantidade de caramelo desejada e comer avidamente 🙂

Muka dourada*

Bolo de Limoncello

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Cá por casa existe um ditado semi-popular-adapado-à-minha-realidade-totó que é: “Se a vida te der limões faz cenas muitas e várias e se tiveres paciência faz uma tarte merengada para o R.”. Ora neste caso não houve paciência para a tarte e saiu uma “cena variada” na ordem do licor de limão (aka Limoncello para os finos e entendidos do assunto) e um bolo de limão com o dito licor.

Como diria Irri (aia de Daenerys do GOT), é sabido que cá por casa se ama mais os limões (na base diária) que qualquer outro fruto, e portanto a quantidade de receitas que tenho com limões é tão grande que podia fazer um pequeno caderno exclusivamente com o dito como herói da receita (caderninhos esses que venderia alegremente na Feira sem Regras e cujas receitas reverteriam directamente para viagens a destinos fabulosos 😀 ).

No caso do bolo que vos trago é o ideal para estes dias medonhamente quentes mas que ainda assim pedem um bolinho a acompanhar um refresco ou quiçá uma limonada (para manter o tema 😉 ).

(adaptado de Zagleft)

Ingredientes:

– 300 g de farinha sem fermento

– Uma colher e meia de chá de fermento royal

– Uma colher e meia de chá de bicabornato de sódio

– 100 ml de limoncello + 3 colheres de sopa para a cobertura

– 100 ml de óleo

– Uma pitada de flor de sal

– 3 ovos

– Raspa da casca de 1 limão

– Sumo de meio limão

– 250 g de iogurte natural

– 200 g de açúcar amarelo

– Manteiga e farinha para forrar a forma

Preparação:

– Ligar o forno a 180 ºC;

– Barrar uma forma de bolo inglês com manteiga, polvilhar com farinha e reservar;

– Misturar iogurte, óleo, ovos, sumo de limão, raspa da casca de limão, açúcar, flor de sal, e limoncello e mexer muito bem até obter uma mistura homogénea;

– À parte peneirar juntamente a farinha, o fermento e o bicabornato 2 ou 3 vezes;

– Deitar delicadamente a mistura da farinha na mistura líquida, mexer suavemente e deitar na forma;

– Levar ao forno por 35-40 minutos ou até o palito sair limpo.

Muka dourada*

Bolo de cenoura coiso-e-tal

66Reza a lenda que a minha super-visão reside na quantidade industrial de cenouras que toda a minha vida comi. Mentira, a verdade é que sou filha do Super Homem 😛 e para além de super-visão consigo aplicar golpes mortíferos de sarcasmo e chicotadas letais de piadas secas.

Ora mas falando aqui deste amiguito que está a olhar para nós, e que é o que realmente interessa, fi-lo baseado numa torta mítica da minha mãe e que era feita apenas em épocas festivas (nomeadamente o meu aniversário 😉 ). O bolo fica muito húmido com uma consistência quase de pudim, uma delícia ;).Se preferirem menos doce podem reduzir a quantidade de açúcar (até porque as cenouras já têm frutose) e para um regime vegan, podem substituir os ovos (ver dica abaixo) e ficam um bolo delicioso e muito saudável.

Dica para substituir os ovos ( 5 gemas >> 2 colheres de sopa de fécula de batata + 3 colheres de leite de soja; 5 claras em castelo >> 125 ml de aquafaba [batida em castelo]).

Ingredientes:

– 500 g de cenoura cozida e reduzida a puré

– 5 ovos

– 380 g de açúcar amarelo

– Raspa de um limão ou de uma laranja

– Bolacha torrada triturada em farinha e manteiga para barrar a forma

– Chocolate para decorar (opcional)

Preparação:

– Ligar o forno a 170 ºC;

– Forrar uma forma sem buraco (ø 22 cm) com manteiga e a bolacha torrada finamente triturada (bater com a forma na bancada e retirar o excesso de farinha de bolacha torrada) e reservar;

– Separar as claras das gemas e bater as claras em castelo, reservar;

– Misturar muito bem o açúcar com as gemas;

– Juntar a esta mistura a raspa do citrino e o puré de cenoura, misturar muito bem;

– A esta mistura juntar um pouco das claras e misturar bem;

– Adicionar delicadamente as restantes claras em castelo;

– Levar ao forno por cerca de 45 minutos ou até o palito sair limpo;

– Deixar arrefecer e decorar a gosto.

Muka dourada*

Coconut wonder

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Agosto é um mês fabuloso! Habitualmente há férias neste mês, há Algarve nessas férias, há família que se vê só durante este período, ultimamente tem havido chuva (Yayyyyyy), há a chuva de meteoritos mais importante do ano e depois, claro está, há o meu aniversário 🙂 .

A propósito do meu aniversário resolvi fazer um bolo usando um ingrediente que nunca uso pois nem R. nem amigos próximos apreciam particularmente, o famigerado côco (que eu adoro tanto, tanto!!!). Ora, estava eu a lontrar nas minhas férias e a fazer zapping entre o 24Kitchen e o FoodNetwork quando me deparo com o programa da Trisha Yearwood e com as suas receitas maravilhosas, havendo uma que me gerou uma paixão imediata, a deste bolo fabuloso. Um detalhe fabuloso que me conquistou, para além do côco foi o facto de a farinha utilizada não ser exactamente farinha mas sim waffers de baunilha finamente trituradas J (usei um robot de cozinha – no caso Yammi) e assim que vi este ingrediente pensei “Pócaraças, este ano o bolo é SÓ para mim!!!!!” e pronto foi o que aconteceu 😀 .

Agora malta doida por côco, por favor façam este bolo!!!

(adaptado de Trisha’s Southern Kitchen)

(chávena medida de 240 ml)

Ingredientes:

Bolo

– 300 g de manteiga (à temperatura ambiente)

– 2 chávenas de açúcar

– 8 ovos (à temperatura ambiente)

– 1 colher de sobremesa de açúcar baunilhado

– 400 g de waffers de baunilha (finamente trituradas)

– 250 g de côco ralado hidratado (com 1 chávena e meia de água)

– ½ chávena de nozes (grosseiramente picadas)

– Bolacha torrada triturada em farinha e manteiga para barrar a forma

Calda

(rende calda suficiente para um bolo e mais um frasco de ¼ l)

– 1 + ½ chávenas de açúcar

– 2 colheres de sopa de maizena

– sumo e raspa de 2 limões

– 170 g de côco ralado hidratado (com 1 chávena de água)

– 1 + ½ chávenas de água

Preparação:

Bolo

– Ligar o forno a 160 ºC;

– Forrar uma forma de buraco (o ideal é uma forma de pão de ló) com manteiga e a bolacha torrada finamente triturada (bater com a forma na bancada e retirar o excesso de farinha de bolacha torrada) e reservar;

– Bater a manteiga e os açúcares até obter uma mistura cremosa e fofa;

– Juntar os ovos 1 a 1, mexendo muito bem entre cada adição;

– Juntar a farinha de waffer, o côco e as nozes. Mexer muito bem;

– Levar ao forno por 1h15min ou até o palito sair limpo;

– Retirar o bolo do forno, deixar arrefecer na forma durante cerca de 10 minutos e dp deixar arrefecer numa rede. Reservar.

Calda

– Juntar todos os ingredientes num tacho, mexer muito bem até obter uma mistura homogénea;

– Levar a lume médio durante cerca de 15 minutos ou até obter uma calda espessa;

– Deixar arrefecer ligeiramente;

Montagem

– Colocar o bolo no prato de servir (o ideal é um prato fundo);

– Fazer pequenos furos no topo do bolo;

– Colocar a calda por cima do bolo;

– Só para coconut lovers: Servir o bolo com mais calda!!!!

Muka dourada*

Bolo de pêssego e natas

62Com a chegada de Maio chegam também os dias maiores, mais quentes e a vontade de comer coisas mais leves e frescas. Apesar de nos últimos dias estar uma chuva diluviana tal não invalidou a minha vontade teimosa de fazer este bolo tão fresco e saboroso.

Apesar desta chuva ser um aborrecimento para os milhares de estudantes que hoje participam no cortejo da Queima das Fitas a verdade é que o nosso jardim agradece e retribui 🙂 (refeições no jardim em 3, 2, 1…)

Nada temam adoradores do Sol, o Verão está aí ao virar da esquina e garanto-vos que num daqueles dias mais quentes em que vos apetece uma bela fatia de bolo esta é a melhor opção ;).

 (adaptado da revista Continente Magazine de Maio de 201, pág. 58)

Ingredientes:

Bolo:

– 6 ovos

– 275 g de açúcar amarelo

– 50 ml de leite

– 50 ml de óleo de girassol

– 200 g de farinha sem fermento

– 1 colher de chá de fermento em pó

Recheio e cobertura:

– 67 g de açúcar em pó

– 400 ml de natas bem frias

– sumo de ½ limão

– 1 lata de pêssego em calda

– 150 ml de calda do pêssego

Preparação:

– Ligar o forno a 180 ºC;

– Para o bolo: peneirar a farinha com o fermento e reservar;

– Bater os ovos com o açúcar até obter uma mistura fofa e esbranquiçada;

– Juntar o leite e o óleo e misturar bem;

– Adicionar a farinha e fermento à mistura anterior, misturar bem e levar ao forno, numa forma previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha, durante 25 a 30 minutos ou até o palito sair limpo;

– Assim que estiver cozido retirar do forno, desenformar sobre uma rede e deixar arrefecer completamente;

– Com a ajuda de uma faca ou fio próprio para o efeito, cortar o bolo a meio;

– Colocar a metade de baixo (com a parte cortada virada para cima) no prato de servir e colocar metade da calda do pêssego. Colocar a outra metade num prato de apoio e repetir o processo (de notar que a calda é sempre colocada na parte que foi cortada de forma a ser bem absorvida). Reservar;

– Para o recheio: bater as natas com o açúcar e o limão durante alguns minutos. Reservar no frio;

– Reservar duas metades de pêssego e picar grosseiramente as restantes. Colocar o pêssego picado numa taça, juntar 2/3 do preparado das natas e misturar bem;

– Colocar esta mistura por cima da metade do bolo (que está no prato de servir), colocar a outra metade por cima (a parte cortada para baixo);

– Decorar o bolo com o resto do preparado das natas e o restante pêssego cortado em finas fatias.

Muka dourada*

Bolo nom-nom

59No dia 25 de Março assinalou-se o início das sestas e das merendas e apesar de ter saltado a parte da sesta participei activamente no início do período merendeiro :), verdade seja dita não ouvi o cuco (é suposto ouvir-se neste dia) e as andorinhas também andavam muito arredias. Para compensar os queijos e demais iguarias preparadas pelos meus pais estavam deliciosas :), eu contribuí com este bolo super simples de fazer e que não leva nem farinha nem manteiga ou óleo (excelente para o perído após a Páscoa 😉 ). Mas desenganem-se se pensam que fica raquítico e seco, fica super-fofinho e húmido. Experimentem que vale mesmo a pena 😉

(adaptado de; Livro de Bolos e Bolinhos, Vaqueiro,1987, páginas 44 e 45)

Ingredientes:

– 6 ovos à temperatura ambiente

– 120 g de açúcar amarelo

– 150 g de amêndoas raladas

– 75 g de tâmaras picadas

– 75 g de sultanas picadas

– 1 colher de sopa de rum ou brandy

– raspa e sumo de um limão + 1 colher de sobremesa de sumo de limão

– Açúcar em pó q.b.

Preparação:

– Ligar o forno a 180 ºC;

– Forrar uma forma (Ø 24cm) com manteiga e papel vegetal (fundo e paredes);

– Bater as gemas com o açúcar até obter uma mistura fofa e esbranquiçada;

– Juntar a amêndoa ralada, as tâmaras e as sultanas e misturar bem;

– Ao preparado anterior adicionar o rum e o sumo e raspa de um limão;

– Bater as claras em castelo adicionando a colher de sobremesa de sumo de limão;

– Adicionar um pouco das claras à mistura das gemas de forma à mistura ficar menos densa. Adicionar as restantes claras de forma a apenas envolver a misturar (sem retirar o ar);

– Levar ao forno por cerca de 20 a 30 minutos (ou até o palito sair limpo);

– Retirar do forno, deixar arrefecer, desenformar e decorar com papel recortado e polvilhado com açúcar em pó.

Muka dourada*