Category Archives: Peixe

Pescada com molho de manteiga e limão e batata confitada

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A pescada é sempre um peixe muito mal visto entre odiadores de peixe cozido e cá por casa tal não é excepção :). Assim sendo olhei para a bendita e pensei: “menina, tu inspira-me senão o rapaz nem sequer olha para ti!” e pronto, resolvi fazer uma pescada pré-cozida em marinada de leite (que lhe retira o gosto do congelado e a torna muito macia) e dei-lhe um toque crocante no final com o pão ralado. As batatas que estiveram para ser fondant (next time) acabaram por ser confitadas em azeite o que foi muito mais rápido e igualmente delicioso (por favor comam as chalotas e os alhos confitados, ficam macios e levemente adocicados;) ). Espero que gostem 😉 o Pescada Hater gostou ;).

Ingredientes:

Pescada

– 2 postas grandes de pescada (para cozer)

– 500ml de leite

– sal, pimenta

– ½ chávena de pão ralado

– 2 c. de chá de oregãos secos

– 2 c. de chá de tomilho seco

– 1 c. de café de alho em pó

Batatas

– 3 batatas grandes cortadas em cubinhos

– 6 chalotas sem pele

– 6 dentes de alho com a casca

– flor de sal

– 1 chávena de azeite

– 1 c. de chá de tomilho seco

– 1 c. de chá de oregãos secos

– 1 c. de chá de manjericão seco

– 1 folha de louro partida em 4

Molho de manteiga e limão

– 100g de manteiga

– 1 c. sobremesa de salsa fresca picada

– 1 c. sobremesa de oregãos frescos

– 1 c. chá de tomilho

– raspa da casca de 1 limão

– sumo de ½ limão

Acompanhamento

– 6 espargos

– 2 c. de sopa de manteiga

– flor de sal

Preparação:

– Se a pescada for congelada começar por descongelá-la, de preferência no frigorífico e de um dia para o outro;

– Assim que a pescada estiver descongelada, colocá-la numa taça e cobrir com o leite, deixar a marinar por ~4horas;

– Meia hora antes de preparar a pescada juntar um pouco de sa e, pimenta;

– Entretanto começar a preparar as batatas. Ligar o forno a 200ºC.

– Colocar num tabuleiro (que possa ir ao forno) metade do azeite, um pouco de flor de sal e as ervas aromáticas;

– Colocar as batatas por cima das ervas e de forma uniforme e intercalada distribuir os alhos e as chalotas;

– Colocar o resto do azeite por cima das batatas e um pouco mais de flor de sal;

– Levar ao forno por aproximadamente 30min.

– Colocar a pescada e a sua marinada num pequeno tacho (a pescada deve ficar totalmente coberta por líquido, se necessário juntar um pouco de água), juntar 1 colher de chá de oregãos e tomilho e levar a lume médio até levantar fervura;

– Nesse momento reduzir para lume muito brando e deixar cozinhar lentamente (~20min, dependendo da espessura da posta), quando a pescada estiver macia (espetar delicadamente um palito) retirar do líquido e deixar a escorrer num prato;

– Numa frigideira colocar 2 c. de sopa de manteiga e deixar derreter;

– Numa pequena taça juntar o pão ralado e o resto dos temperos (oregãos, tomilho e alho em pó) e gentilmente passar a pele da pescada por esta mistura;

– Assim que a manteiga estiver quente levar a pescada a tostar a pele (rodando sempre a posta) e depois dourar ligeiramente uniformente, reservar;

– Para o molho de manteiga, num pequeno tacho colocar a mantiga a derreter em lume brando;

– Assim que a manteiga estiver derretida juntar todos os temperos e deixar ferver durante ~2min, reservar;

– Numa frigideira coloca 2 c. de sopa de manteiga e deixar derreter, colocar os espargos (preparados sem a base do caule fibroso e cortados em 3), um pouco de flor de sal e deixar saltear ligeiramente por 3minutos;

– Colocar a posta de pescada, as batatas e os espargos e regar generosamente com o molho de manteiga.

Muka dourada*

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Creme de peixe à la ninokos

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Esta sopa tão aconchegante (reparem bem no vapor cheiroso que emana dela 😉 ) é inspirada na receita de sopa de peixe que o meu pai costuma fazer, e ainda que não seja tão fabulosa quanto a dele fica assim no nível do “bem boa” J.

Ingredientes:

Caldo de peixe

– 1 cabeça grande de salmão

– restos do robalo usado para preparar o ceviche

– 1 cenoura

– 1 cebola

– 2 alhos esmagados

– 1 folha de louro

– sal

Creme

– 3 batatas grandes

– 6 cenouras

– 1 cebola grande + ½ cebola para o refogado

– 2 alhos + 1 alho para o refogado

– 1 couve branca pequena (opcional)

– sal e azeite

Preparação:

– Colocar numa panela grande cheia de água, a cenoura, a ceboloa os alhos a folha de louro e deixar levantar fervura, temperar com sal e juntar os peixes, deixar cozinhar;

– Noutra panela fazer o refogado e juntar as batatas, as cenouras a cebola e os alhos restantes e deixar refogar em lume brando durante cerca de 5 min;

– Assim que o peixe estiver cozinhado, coar o caldo e adicioná-lo ao refogado dos vegetais (reservar o peixe sem peles nem espinhas);

– Deixar cozinhar bem os vegetais e deixar reduzir um pouco a água, rectificar o sal se necessário e triturar muito bem com a varinha mágica;

– Caso prefiram adicionar a couve branca cortada em juliana fina e deixar cozinhar mais uns minutos;

– Adicionar o peixe e retirar a panela do calor, deixar repousar cerca de 5 minutos e servir.

Muka dourada*

Ceviche de Robalo com maionese de citrinos

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Cá em casa humanos e felinos, somos grandes apreciadores de peixe (cru) (cozido o humano n.º 2 recusa-se a comer). Tendo esta premissa em mente (essa e mais mil e duzentas entre as quais milhentas receitas do Mastechef Australia) decidi arriscar-me na temerosa tarefa de preparar um ceviche. Correu muitissimo bem e aproveitei para guardar a espinha dorsal, cabeça e ovas (Lei de Lavoisier em acção) para preparar uma bela sopa de peixe à minha moda (por acaso é à moda do meu querido pai). Aconselho-vos vivamente a aguardarem novos desenvolvimentos isto se quiserem muito ver a melhor sopa de peixe do mundo =)

(receita adaptada de http://www.theguardian.com/lifeandstyle/wordofmouth/2012/sep/13/how-to-make-perfect-ceviche)

Ingredientes:

– 2 pães rústicos fatiados e torrados

Ceviche

– 1 robalo de tamanho médio (~500g)

– sumo de 4 limas

– sumo de ½ laranja pequena

– ½ malagueta vermelha (sem sementes) cortada em finas fatias

– ½ malagueta amarela (sem sementes) cortada em finas fatias

– 1 talo pequeno de funcho cortado em finas fatias

– 1 rabanete cortado em finas fatias

– ½ cebola

– 5 tomates cereja cortados em oitavos

– sal fino (ou flor de sal), pimenta verde e um fio de azeite

Maionese

– 2 c. de sopa bem cheias de maionese

– raspa de ½ limão pequeno

– raspa de 1 lima

– sumo de 1 lima

Preparação:

– Picar a cebola finamente e colocá-la em água fria durante 5 minutos, escorrer bem ao fim desse tempo e reservar;

– Preparar o robalo em filetes sem peles nem espinhas (dará aproximadamente ~250g – depende da vossa maestria na técnica de corte) e cortá-los em finas fatias;

– Esfregar o peixe com o sal e deixar repousar durante 1 minuto, passado esse tempo juntar o sumo dos citrinos e as malaguetas, deixar repousar durante ~20minutos;

– Juntar a maionese com as raspas dos citrinos e o sumo da lima e mexer vigorosamente até se obter uma consistência homogénea;

– Escorrer bem o peixe da marinada de citrinos e juntar o funcho, os tomates, a cebola e o rabanete;

– Temperar com sal, pimenta e um pouco de azeite;

– Acompanhar com a maionese e as tostas.

Muka dourada*

Truta com puré de ervilha e salada oriental

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Dias de folga são sempre sinónimo de poder ir para cozinha e finalmente dar azo à imaginação e poder criar coisas novas e experimentar combinações diferentes. E porque o acto de cozinhar é sempre recheado de emoção gosto de o fazer sempre com alegria e boa disposição pois acredito que tudo isso se sente quando degustamos o que preparámos.

Ingredientes:

Para a Truta

– 1 Truta (usei Truta arco iris) preparada em filetes com pele

– 15g de pasta de tamarindo

– 2 dentes de alho

– sal e pimenta

– sementes de coentros

– pequeno pedaço de gengibre fresco cortado em fatias finas

– 2 chalotas (cortadas ao meio)

– azeite

Para o Puré de Ervilha

– 250g de ervilhas congeladas

– 50g de manteiga

Para a salada oriental

– 2 rabanetes

– 3 tomates cereja

– ½ pêra nashi

– 50g de rúcula selvagem

Para o molho vinagrete de gengibre e lichias

-50ml de vinagre de arroz

– 2 lichias descascadas, descaroçadas e cortadas em pequenos pedaços

– 4 fatias de gengibre fresco

– 10ml de azeite

– sal

Preparação

– Começar por preparar a truta em filetes (deixando a pele mas retirando todas as espinhas). Colocar os filetes num recipiente com a pasta de tamarindo, um pouco de sal e o alho cortado em finas fatias. Deixar a marinar;

– Colocar as lichias e o gengibre num recipiente e adicionar o vinagre, deixar marinar;

– Cortar a pêra (sem pele) em pequenos cubos, cortar os rabanetes em finas fatias e os tomates em quartos. Reservar;

– Colocar as ervilhas em água a ferver onde se adicionou um pouco de sal. Deixar cozer;

– Quando as ervilhas estiverem cozidas, escorrer, juntar a manteiga,  reduzi-las a puré (varinha mágica),  passar por um passador ou peneira até se obter um puré fino e reservar em local morno;

– Triturar a marinada de gengibre e lichias com a varinha mágica e coar para um recipiente. Ao líquido obtido juntar uma pitada de sal e o azeite;

– Numa frigideira colocar as sementes de coentros e deixá-las tostar durante 1 a 2 minutos em lume moderado. Juntar um pouco de azeite e juntar o gengibre e as chalotas;

– Deixar saltear um pouco em lume brando de modo a que o azeite fique aromatizado (~3minutos) e retirar as sementes e o gengibre;

– Colocar os filetes de truta e deixar cozinhar durante cerca de 2 minutos de cada lado (um pouco mais do lado da pele para ficar tostada);

– Servir a truta acompanhada com as chalotas, a salada e o puré. Se desejar juntar um pouco mais da vinagrete de gengibre e lichias.

Muka dourada*